Slide toggle

Author: Bruno

O Fundo de Reserva

O fundo de reserva, é constituído através da arrecadação de verba junto aos condôminos, em separado do valor referente à cota condominial, objetivando suportar as despesas não previstas no orçamento do condomínio, ou seja, é criado para atender a gastos emergenciais, indispensáveis e imprevistos, tais como vazamentos, pagamento de verbas trabalhistas por determinação judicial, rompimento de tubulações, acidentes que abalem a estrutura física do condomínio e necessitem reparos emergenciais etc., evitando, assim, a necessidade de emissão de cotas extras.

Portanto, a finalidade do fundo de reserva não deve ser a de suprir o caixa comum do condomínio, podendo o síndico até fazê-lo, mas em caso de emergência, a fim de atender a despesas inadiáveis e que digam respeito à supressão de serviços básicos ao condomínio. Nessa hipótese, deverá.ser reposto o valor utilizado, uma vez que este não se destina a suprir despesas ordinárias, recomendável a convalidação dessa utilização.

Assim, no que diz respeito à criação do fundo de reserva, sob a ótica do Código Civil, ele pode ser instituído e regulamentado através da Convenção Condominial, do Regimento Interno ou através de deliberação em assembleia, a quem caberá, também, especificar os casos em que ele poderá ser utilizado, bem como a quem caberá autorizar a sua movimentação. Mais uma vez, podemos afirmar que é entendimento mais conveniente e indicado o que deixa para a Convenção estipular esses detalhes, pois o Regimento Interno e, por vezes, a assembleia, muitas vezes alterados sem a presença e/ou acompanhamento de profissionais habilitados, podem gerar problemas quanto à má formação (constituição), administração, utilização, limitação etc. desse fundo de reserva e de outros também.

Quanto à composição do fundo de reserva, ela normalmente é fixada em um percentual da cota condominial ordinária. Nada impede, porém, que outra forma de contribuição seja estabelecida. Geralmente, é estipulado o percentual entre 5% e 10% sobre o valor da cota condominial para a composição do fundo de reserva.

Recomendável, igualmente, que se fixe um limite de arrecadação para o fundo, estabelecendo que, uma vez atingido determinado valor, cessará a cobrança do fundo. Essa cobrança deverá ser restabelecida na hipótese de utilização da reserva, de forma a se permitir que o condomínio sempre disponha de condições financeiras para atendimento a situações emergenciais e/ou imprevisíveis. Em outras palavras, recomenda-se que haja um “teto” e um “piso”, este último para que o “gatilho” de recomposição seja acionado até que se atinja novamente o teto.

Quanto a participação do inquilino para a formação de fundos, o aceito é que o inquilino arque com as despesas ordinárias, que são as despesas do dia-a-dia, como água, luz e pagamento de funcionários. Sendo a responsabilidade do locador de efetuar o pagamento do fundo de reserva e não do inquilino, conforme prevê a Lei do Inquilinato n. 8.245/91 em seu artigo 22, parágrafo único, alínea ‘g’. Mas há também casos em que inquilinos devem arcar com a quitação do fundo de reserva, tão somente se for necessário proceder a reposição do referenciado fundo para custear as despesas previstas na lei (artigo 23, §1º, alínea “i”). Sendo, quando esse for usado para cobrir despesas ordinárias.

E, finalmente, com o fito de evitar a sua desvalorização, os valores arrecadados a título de fundo de reserva devem, sempre que possível, ser depositados em caderneta de poupança ou outros tipos de investimentos de curto prazo (mas seguros), desde que permitam o seu resgate fácil em caso de necessidade. A não aplicação dos valores arrecadados a título de fundo de reserva por parte do administrador condominial pode gerar consequências legais para este, posto que a perda do rendimento sobre as quantias que são inerentes à atualização financeiras podem dele ser cobradas.

 

Lucilene L. Tenório

CRC/ES 9012/O

Grupo Atta Gestão Condominial

contato@grupoatta.com.br

(27)3078-0202 ou (27) 3329-1248

 


Artigo publicado originalmente no portal Informe Síndico

Link: https://informesindicoonline.com.br/o-fundo-de-reserva-e-constituido-atraves-da-arrecadacao-de-verba-junto-aos-condominos/

CHECKLIST | INSTRUÇÕES PARA REFORMAS EM CONDOMÍNIOS (Unidades e Área Comum)

ITEM 1. O condômino e ou síndico deverá verificar a necessidade de emissão de laudo técnico, ART ou RRT de acordo com a intervenção a ser executada:
Precisam de RRT todos os serviços que:

  • necessitem do uso de ferramentas de impacto E/OU;
  • modifiquem a conformação da edificação E/OU;
  • alterem o uso da edificação E/OU;
  • alterem as partes constituintes (instalações) da edificação E/OU;
  • modifiquem o projeto da edificação.

Exemplos:

  • quebra de paredes;
  • troca de pisos com uso de ferramentas de impacto;
  • instalação de forros de gesso com alteração nos pontos de iluminação;
  • instalação de novas tomadas em alvenaria ou móveis;
  • instalação de novas esquadrias (inclusive fechamento de sacada);
  • instalação de climatizadores de ar ou aquecedores de água com potência e instalações diferente do projetado ou a falta dele;
  • impermeabilizações de qualquer natureza;
  • automação residencial não previstas em projeto;
  • instalação de gás pelo risco de explosão ou vazamento que envolve a obra;
  • serviços em altura como a instalação de climatizadores com uso de rapel ou com o corpo para fora da edificação;
  • instalação de banheiras (acréscimo de carga e alteração de áreas impermeabilizadas);
  • reparos hidráulicos e elétricos que necessitem de ferramentas de impacto como marretas, marteletes, perfuração de lajes, etc;
  • instalação de piso laminado (desde que precise retirar o piso existente e ou refazer o contra piso).

NÃO precisam de ART/RRT e podem ser feitas por empresas capacitadas. Em geral, serviços que:

  • NÃO necessitem do uso de ferramentas de impacto e;
  • NÃO modifiquem a conformação da edificação e;
  • NÃO alterem o uso da edificação e;
  • NÃO alterem as partes constituintes (instalações) da edificação e;
  • NÃO modifiquem o projeto da edificação.

Exemplos:

  • a troca de pisos (sem ferramentas de impacto);
  • execução de pinturas;
  • instalação de forros de gesso sem instalações elétricas adicionais;
  • instalação de chuveiro elétrico no lugar do chuveiro comum, utilizando ponto elétrico existente (deixado pela construtora, sem alteração de projeto);
  • instalação de aparelho climatizador em ponto específico deixado pela construtora (sem serviço em altura e sem alteração de projeto);
  • instalação de redes de proteção sem a projeção do corpo para fora da edificação;
  • pequenos reparos hidráulicos e elétricos, que não mexam na parte estrutural da edificação.
  • instalação de papel de parede;
  • substituição de portas e batentes sem alteração das dimensões;
  • Instalação de armários suspensos nas paredes não estruturais (mas é importante na fase de projeto verificar os locais liberados para perfuração, que devem estar informados no memorial descritivo da unidade fornecido pela construtora, para preservar as eventuais prumadas de instalações);
  • Instalação de piso laminado (desde que sobre o piso existente).

 

IMPORTANTE: Mesmo que estes serviços não exijam a ART ou RRT, sempre busque profissionais e empresas capacitadas.

 

ITEM 2. Caso seja necessário ART ou RRT, o condômino deverá contratar um profissional habilitado (arquiteto ou engenheiro) para elaborar laudo técnico e um plano de reforma, detalhando o que deseja realizar em sua unidade. O mesmo para área comum, onde o síndico será o responsável por tal contratação.

ITEM 3. Com base nesse plano, deverá ser emitida uma ART (Anotação de Responsabilidade Técnica/Engenheiro) ou RRT (Registro de Responsabilidade Técnica/Arquiteto).

ITEM 4. Todos esses documentos devem ser entregues ao síndico que fará uma análise técnica e jurídica sobre a obra a ser realizada (pode depender do envolvimento do conselho ou até de uma assembleia, dependendo do tamanho da obra).

ITEM 5. O síndico deverá emitir uma resposta formal para o condômino, autorizando ou não o início da obra. Em caso de resposta negativa, sugere-se ao síndico conversar pessoalmente com o condômino para explicar os riscos que levaram à decisão e eventualmente achar uma alternativa para ambos os lados. Sendo em área comum, o síndico deverá apresentá-la em assembleia sobre a deliberação para registro.

ITEM 6. Após liberado o início da obra, é importante que o condômino entregue uma lista de pessoas autorizadas a entrar no condomínio durante a sua obra (nome, CPF ou RG, empresa). O mesmo vale para as áreas comuns que deverá ser apresentada pelo síndico.

ITEM 7. Durante a obra, o condômino ou seu representante é responsável por manter um diário sobre os andamentos das atividades. Para as áreas comuns, o síndico ou designado, deverá efetuar os registros desse acompanhamento.

ITEM 8. Quando disponível, o condômino e ou síndico deverá basear sua obra no Manual de operação, uso, e manutenção da edificação, além do Programa de Manutenção do condomínio.

ITEM 9. Caso o síndico não receba o plano de reforma e ART ou RRT, o mesmo deverá fazer um pedido formal e protocolado. Depois disso, caso não seja atendido, ele pode pedir o embargo da obra na prefeitura, fazer um B.O. relatando o ocorrido, ou ainda entrando com uma ação na Justiça, com um pedido de paralisação da obra. Outra saída é simplesmente não deixar o material ou os funcionários da unidade em reforma entrarem no condomínio. Vale ressaltar que o síndico responde civil e criminalmente pelo condomínio e que compartilha a responsabilidade das obras no edifício com os proprietários das unidades autônomas e com os responsáveis técnicos pelo projeto e execução.

———————- || ———————-

Erika Monique Moraes
Arquiteta e Urbanista formada pela Faculdade Integrada Bennett -RJ

PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS NO VERÃO REQUER CUIDADOS REDOBRADOS

Com a chegada do verão somos incentivados a praticar exercício físico ao ar livre. Nada melhor do que fazer uma caminhada na praia, uma corrida no calçadão ou até mesmo um pedal. Porém, começar ou até mesmo mudar a nossa rotina para esses exercícios ou para outros, devemos ter um preparo adequado para não desenvolvermos uma série de problemas. Dores musculares prolongadas, inflamações musculares, distensões, contraturas, além de queimaduras, insolação e desidratação decorrentes a pratica ao exercício somado com a excessiva exposição ao sol são as adversidades mais comuns.

Vale lembrar para algumas precauções que devem ser tomadas nessa época do ano. Dentre deles, escolha uma roupa leve que ajude ao seu corpo resfriar, fuja de roupas que façam seu corpo superaquecer ainda mais, isso influencia no processe da desidratação, tênis confortável que possibilite um conforto na caminhada ou corrida, óculos escuros e protetores solar que ajudam a afastar o calor e proteger contra os raios ultravioletas. Não podemos esquecer a hidratação! A partir do momento que iniciamos o exercício físico a temperatura corporal eleva junto com ela fazendo com que o corpo perca mais água e sais minerais. Outra dica é optar pelos melhores horários para o treino ao longo do dia. O mais indicado é se exercitar nos períodos da manhã e da noite, pois a poluição e o calor diminuem significativamente. Em questão de alimentos, prefira os alimentos de fácil digestão, como frutas, vegetais e carnes magras, evitando doces e gorduras. Tudo ajuda ou atrapalha no seu desempenho no exercício então cuide-se! Considere o nível do seu preparo físico e aproveite o treino.

———————- || ———————-

Por Douglas Apolinário

Personal Trainer & Educador Físico

Conheça o valor do arquiteto para o seu condomínio

Ninguém garante que contratar um arquiteto é sinônimo de satisfação. Estranho falar assim, sendo eu, uma profissional da área. Mas acredite. Existem muitos projetos ruins, demasiados ou até mesmo sem expressividade por aí. Mas isso pode ser resultado de muitos fatores, como um briefing incompleto, falta de diálogo e interação dos envolvidos.

Mas isso não implica em desvalorizar o trabalho deste profissional. O trabalho do arquiteto vai muito além do deixar tudo bonito. Envolve responsabilidades e compromissos e todo um trabalho intelectual que devem priorizar pelo bem estar, solidez da edificação e segurança de todos os usuários. Por isso, ter boas referências e empatia pode ser um bom começo. E saber diferenciar PREÇO de VALOR é muito importante na hora da contratação e aprovação do orçamento de projeto. Já que nem sempre o mais barato é o melhor para o condomínio ou vice versa.

O trabalho do arquiteto no seu condomínio pode te ajudar com questões que vão além até mesmo da sua necessidade inicial. Propor soluções para valorizar o patrimônio pensando na manutenção do mesmo é uma das premissas que toda proposta deve contemplar. Mas há um novo desafio que precisa ser dialogado e tem a ver com novos usos dentro do condomínio. É criar novos conceitos que se diferenciem dos demais empreendimentos, observando sempre as necessidades dos moradores, a funcionalidade e acessibilidade.

São inúmeras opções disponíveis aos condôminos que servem como extensão dos apartamentos. Os mais usuais são os salões de festa, espaço gourmet e fitness, ou ainda a sala de cinema, confraria, biblioteca, espaço mulher e pet care. E isso agrega valor ao patrimônio. É mais difícil adaptar esses espaços em construções existentes, mas para isso o condomínio precisar enxergar a necessidade e contratar o arquiteto para ver a viabilidade da implantação.

Muito importante também é pensar no sentido humanizado de uma intervenção. Às vezes sacrificar ou priorizar espaços a favor de áreas verdes e compartilhadas podem elevar o bem estar dos moradores além de valorizar o imóvel. Por isso muitos condomínios estão investindo na requalificação dos espaços paisagísticos, tetos verdes, hortas comunitárias, lounges, espaços coworking. O contato com a natureza traz sensação de bem estar e melhora a qualidade de vida tanto com a purificação do ar quanto pela beleza e energia revigorante que esse contato proporciona. E os espaços compartilhados deixam a vantagem de poucos pra agregar para todos.

Fonte: soaquicondominios.com.br

Conforto e infraestrutura influem na decisão de uma venda ou compra de um imóvel. Exemplo de um condomínio em Santa Catarina que investiu em projetos direcionados ao perfil e estilo de vida dos condôminos: “Percebemos que o empreendimento estava localizado em frente a uma praia em uma região em que havia muitos surfistas. Dessa forma buscamos atender às necessidades desse público. Como por exemplo, a academia que não é um espaço fitness comum voltado à musculação, mas sim equipamentos para treino de equilíbrio, resistência e alongamento que são do que o surfista precisa”, revela Geraldo Rossi, sócio-diretor da empresa de arquitetura responsável pelo projeto.

Bruna Petry é síndica do Kanaloa e pratica bodyboarding
Fonte: condominiosc.com.br

Agora entende porque falei de valor e não de preço do trabalho do arquiteto no seu condomínio?

———————- || ———————-

Erika Monique Moraes
Arquiteta e Urbanista formada pela Faculdade Integrada Bennett -RJ

Parceria de Sucesso | Entrevista para a Revista WelcomePlanet

As Diretoras Financeiro e Comercial do Grupo Atta | Administração de Condomínios & Contabilidade Empresarial, Lucineia Lima (direita) e Lucilene Tenório (esquerda) participaram do lançamento da 37ª Edição da Revista WelcomePlanet, que destacou na capa as Mulheres de Negócios do ES.

Confira abaixo uma super entrevista concedida por elas e publicada nesta mesma edição:

Entrevista publicada originalmente na 37ª Edição da Revista WelcomePlanet | Capa: Mulheres de Negócios do ES.

A importância do educador físico na prática do exercício físico.

Atualmente vemos que a prática do exercício físico não vem sendo acompanhada por profissionais de educação física, o pode se tornar perigosa. Os educadores físicos sabem da importância de uma prescrição adequada para a promoção de saúde, para a reabilitação e para o rendimento esportivo. Desta forma, estes profissionais devem mostrar a importância de uma prática de exercício bem planejada e orientada.

Para dar inicio ao treinamento, o ideal e o recomendado é uma avaliação médica para saber o nível de condicionamento físico que está o praticante e se existe alguma lesão ou doença que possa influenciar na prescrição do programa do treinamento. A alimentação adequada ajudaria este praticante alcançar seus objetivos de uma forma mais rápida e eficiente e até mesmo se tornando um aliado no controle da saúde. Nessa perspectiva, já se tem mais dois profissionais, médico e nutricionista.

Assim como os medicamentos, existe uma dose certa para todos os tipos de exercícios e quem é responsável por essa prescrição é o profissional de educação física, que teve controlar as variáveis do treinamento levando em consideração os princípios metodológicos, fisiológicos e biomecânicos para a prescrição do programa de treino. Tornando essa prática segura, prazerosa e eficiente.

Hoje o educador físico faz parte de uma grande fatia de profissionais vinculados à prestação de serviços à saúde, sendo assim, seu trabalho também é importante na manutenção da prevenção de doenças. A prescrição do exercício físico prescrito e orientado por estes profissionais podem trazer benefícios tanto na saúde física como a mental. Se torna notável a importância de educador físico a pratica do exercício físico e no que se diz respeito a melhora no condicionamento físico e na saúde. Nada melhor que ter um profissional que tenha um cuidado e que na sua bagagem venha a responsabilidade, atenção, zelo, e a preocupação de associar atividades específicas para cada pessoa. A importância de ter um profissional orientando e acompanhando pode fazer toda a diferença.

A importância de ter o Registro Profissional do Educador Físico

Atualmente para ter um diferencial no mercado de trabalho, não basta um educador físico ter a formação técnica ou acadêmica. Ou um bom domínio do que esta produzindo. É preciso ter algo a mais, além do olho atento, da percepção corporal, controle e domino da atividade desenvolvida para fazer a diferença e ser contratado cada vez mais por novos clientes.

Assim como o nutricionista precisa ter registro profissional para exercer sua profissão na nutrição, o médico, o registro no Conselho Regional de Medicina, o profissional de Educação Física também deve ter um número de registro, emitido pelo Conselho Regional de Educação Física.

A inscrição é a prova que o educador físico está apto e legalmente habilitado a exercer plenamente a profissão! Quando uma pessoa tem um registro profissional, subentende-se que ele adquiriu sua experiência por meio da sua bagagem cultural, acadêmica, filosófica, artística, experiência de vida e aprendeu conceitos em escolas e cursos renomados, de mestres e docentes de sua área, por tanto está capacitado a exercer sua profissão.

E qual é a grande vantagem em ter o registro do profissional de educação física?

Infelizmente o mercado está cheio de pessoas dizendo serem educadores físicos, mas na verdade, não conseguem cumprir o que foi combinado, seja em prazo e/ou qualidade. Ou pior, pegam o dinheiro e desaparecem, deixando a imagem do profissional regulamentado e legalmente habilitado para exercer seu ofício com distinção e seriedade, totalmente manchada.

Pense nisso: da mesma forma que um paciente procura um médico portador do CRM, o profissional de educação física com registro no CREF é contratado para fazer um trabalho na área da saúde, lazer ou no esporte, deixando os clientes mais seguros e satisfeitos.

Talvez você ache que ter o CREF não serve para muita coisa e é só um número. No entanto, em algum momento da profissão, é possível que você precise do registro profissional. O Código de Proteção e Defesa do Consumidor faculta ao cliente a se recusar a pagar os serviços aos profissionais que não sejam legalmente qualificados. Em outras palavras, trata-se de “profissão ilícita” e deve ser denunciado as autoridades policiais, pois caracteriza vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento.

Os 10 mandamentos da segurança em condomínios

Conheça algumas dicas para promover a cultura de segurança em seu condomínio. Todos têm um papel importante para tornar o condomínio um lugar mais seguro para viver. Confira:

Para síndicos

  1. Checar antecedentes e referências de funcionários antes de contratá-los e manter uma listagem com todas as informações sobre atuais e ex-empregados do condomínio;
  2. Comunique com clareza aos funcionários todas as normas e procedimentos de segurança e verifique se as normas estão sendo cumpridas no dia-a-dia;
  3. Promova periodicamente a reciclagem e treinamento dos funcionários, visando à segurança do condomínio;
  4. Faça um planejamento para que haja cobertura de outros funcionários durante períodos de recesso (horários de almoço, por exemplo);
  5. Cadastre todos os condôminos com dados pessoais, dos veículos e até de parentes próximos, para facilitar e otimizar o processo de identificação e controle de acessos;
  6. Procure conscientizar os demais condôminos quanto à importância de se adotar condutas de segurança. Uma boa dica é abordar o assunto nas assembléias gerais e nos quadros de avisos do condomínio;
  7. Estabeleça um sistema padronizado de identificação para todos os visitantes do prédio.
  8. Crie um cadastro das empresas que fornecem produtos e serviços ao condomínio e aos moradores;
  9. Mantenha bem iluminadas as entradas do condomínio e realize periodicamente uma avaliação das áreas comuns, procurando identificar falhas como portões danificados, luzes queimadas, áreas isoladas e facilidades de acesso;
  10. Teste periodicamente alarmes sonoros e luminoso, e verifique o bom funcionamento e velocidade dos portões automáticos.

Para funcionários

  1. Sempre peça autorização ao morador, pelo interfone, para a entrada de qualquer visitante. Na dúvida, não permita a entrada e peça apoio a outro funcionário;
  2. Nunca forneça informações sobre hábitos de condôminos ou sistemas de funcionamento do condomínio a ninguém;
  3. Esteja sempre atento ao que acontece nas imediações do condomínio. Carros parados por um longo período, pessoas estranhas observando o movimento ou qualquer outro fato estranho deve ser comunicado imediatamente ao seu superior;
  4. Seja cordial com moradores e visitantes, porém, e em primeiro lugar, cumpra as regras de segurança implementadas no condomínio, mesmo que isso desagrade alguém;
  5. Não permita que pessoas estranhas adentrem o portão para conversar com o porteiro ou outro funcionário, pela janela da guarita;
  6. Não  permitir  aglomeração  de pessoas em local próximo ao portão de entrada / saída do condomínio;
  7. Antes de abrir o portão da garagem, procure identificar quem está dentro do veículo;
  8. Inteirar-se das diferentes artimanhas utilizadas pelos assaltantes para entrar no prédio;
  9. No caso de entregas em domicílio, como pizza, flores e farmácia, dentre outras, solicitar ao condômino para receber o solicitado na portaria;
  10. Não forneça informações sobre hábitos de condôminos ou sistema de funcionamento do condomínio a ninguém.

Para condôminos

  1. Sempre participe das assembleias e reuniões, especialmente se um dos temas abordados for a segurança;
  2. Elogie e respeite as ações que visem garantir a sua segurança, mesmo quando essas medidas possam representar certo incômodo para você ou aos visitantes;
  3. Antes de sair do apartamento, procure observar o movimento na área interna do condomínio, por meio do circuito interno de TV. Havendo qualquer dúvida, comunique-se com a portaria e, caso necessário, chame a polícia;
  4. Ao entrar ou sair do condomínio, fique atento para a presença de estranhos nas imediações do edifício, posição de funcionários ou veículos desconhecidos próximos à garagem;
  5. Evite acionar portões automáticos a uma longa distância, especialmente se observar a presença de “oportunistas” nas proximidades do prédio;
  6. Entre no prédio sempre desacompanhado de visitantes, que devem, obrigatoriamente, passar por um sistema de identificação, impedindo, assim, que moradores possam ser utilizados como reféns para facilitar a entrada de criminosos;
  7. Evite deixar cópias de chaves em portarias, guaritas e recepções, assim como em locais “secretos” como batente de portas, embaixo de tapetes ou dentro de vasos;
  8. Em hipótese alguma fique conversando com parentes ou amigos em frente ao prédio, especialmente à noite e em locais isolados ou mal iluminados;
  9. Sempre tranque todas as portas do apartamento, mesmo durante rápidas saídas, e, principalmente., antes de dormir;
  10. Procure conhecer seus vizinhos e combinar medidas de auxílio mútuo, como sinais luminosos, telefonemas e outros códigos de emergência.

Roubos em condomínios crescem 172% em SP

Roubos e furtos a condomínios crescem 172% em São Paulo, aponta levantamento

Dados levantados pela GloboNews junto à Secretaria de Segurança Pública mostram que foram 25 ocorrências na capital paulista em 2015 e 68 em 2016.

Levantamento feito pela GloboNews com base em dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo aponta aumento de 172% nos roubos e furtos a condomínios na capital paulista entre 2015 e 2016. De acordo com o levantamento, foram 25 ocorrências em 2015 e 68 no ano passado.

Imagens às quais a GloboNews teve acesso mostram a ousadia de uma dupla de assaltantes que invadiu dois imóveis na mesma rua, no mesmo dia. O crime foi na Zona Sul de São Saulo.

No primeiro caso, os homens param na frente do portão. Um deles entra na casa, e o outro espera do lado de fora. O suspeito observa o movimento do prédio e, em seguida, decide subir. Já no andar escolhido, ele tenta escutar o movimento dentro dos dois apartamentos. Ele desiste e sobe para outro andar. O ladrão tenta abrir a porta de um dos apartamentos, mas desiste.

Em outra imagem, a dupla já está em outro imóvel, e o alvo foi o apartamento do último andar. Na fuga, eles deixaram cair duas chaves que usaram para abrir a residência. Os bandidos entraram no apartamento usando uma chave-micha, um tipo de chave universal capaz de abrir qualquer porta.

Durante cerca de 20 minutos, os assaltantes reviraram os cômodos, gavetas, a escrivaninha, armários e baús. Eles recolheram dinheiro, celular, computadores e documentos, e fugiram antes da chegada da polícia.

Os alvos foram uma mãe e duas filhas, que não estavam em casa.

“Da parte da polícia, não recebi nenhuma ligação. Meu pai levou as imagens da câmera. Eu tinha só imagem no celular, mas eles não aceitam e eu não tive nenhum retorno”, disse moradora Amanda Marques.

Mesmo com o alto investimento em segurança, nem sempre as medidas são suficientes. Os R$ 40 mil gastos por um condomínio de luxo na Zona Leste da capital paulista, por exemplo, não evitaram a invasão de bandidos no ano passado. Assustados, os moradores estão ampliando a vigilância. São mais R$ 44 mil investidos no sistema que protege o prédio.

“Primeiro, nós aumentamos um homem a mais que colabora no controle de acesso das pessoas e também rondas durante o dia e a noite. Outra questão importante: o controle biométrico que fica na entrada com catracas e um sistema bastante moderno que a pessoa insere documento”, contou o administrador de empresas Renato Chiantelli, presidente do Conselho de Segurança do Bairro.

Moradores com condutas anti-sociais

Objetos atirados para fora da janelas dos apartamentos, lixo disposto de qualquer maneira nas vias comuns, gritos, palavrões, discussões, danos causados ao bem privado, agressões verbais/físicas a moradores e funcionários, entre outros, são algumas das ações praticadas por moradores que apresentam conduta anti-social. A grande maioria dessas condutas são punidas em qualquer sociedade mundo a fora. Porém, e dentro dos condomínios? Como os síndicos, moradores e funcionários podem agir diante de indivíduos que praticam tais ações?
Cada condomínio possui seu RI (Regimento Interno), então as punições podem variar bastante de condomínio a condomínio e até mesmo de Estado a Estado, pois alguns possuem leis únicas de nível Estadual. As punições variam desde multas à, em casos extremos, expulsão do morador que não age de acordo com as normas de boa convivência. Sanções que proíbam o agendamento de áreas comuns também são previstas, além das multas que podem passar de 100% do salário mínimo federal.discussão nos condomínios

Caso você seja vítima de uma agressão no condomínio, seja ela física ou verbal, independentemente de sua posição ou função no condomínio, não revide! O melhor a se fazer é realizar um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência), que é basicamente um registro de um fato/infração de menor potencial, que pode ocasionar em cerceamento de liberdade por dois anos ou multa. Não importa se um síndico, conselheiro, porteiro o insultou; nem mesmo se um morador, síndico, visitante tenha te insultado. O importante é não revidar e registrar a ocorrência para que o acusado sofra as consequências legais previstas tanto no RI quanto na Legislação brasileira.